Eduployment: O que é, como funciona e porque você deve aplicar na sua empresa

Descubra tudo o que você precisa saber sobre o Eduployment e como ele pode fechar a lacuna de habilidades do seu time de colaboradores.

Beatriz Medeiros
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O termo “Eduployment” vem da junção das palavras “Education”(educação) + “Employment” (emprego) e, em tradução literal, significa uma aprendizagem voltada totalmente para a empregabilidade e para o desenvolvimento de carreiras.

Se você faz parte do time de RH de alguma organização, com certeza você já deve ter passado pelo desafio de perder dias de trabalho em busca de candidatos qualificados para fechar determinada vaga para a sua empresa. 

Esse “gap” de habilidades tem sido uma dor de cabeça cada vez mais comum entre os gestores e um novo movimento ao redor do mundo tem se mostrado a melhor solução para esse problema: o Eduployment. É por isso que reunimos nesse post tudo o que você precisa saber sobre o assunto, além de passos fundamentais para começar hoje a implementar essa estratégia na sua empresa.

Saiba os assuntos que você vai ficar por dentro com esse artigo:

O que é o Eduployment?

O Eduployment é a educação voltada para a empregabilidade. Ou seja, a construção de todas as habilidades necessárias para a capacitação profissional. Assim, a identificação com determinada profissão, o alcance da educação e a conquista do emprego se tornam coisas totalmente integradas.

Trata-se de um movimento novo, ainda pouco disseminado no mundo, que surge da necessidade de fechar o “gap” de habilidades que existe hoje em dia no mercado de trabalho. Isso porque, enquanto milhares de pessoas se encontram sem oportunidades, do outro lado, para os recrutadores, o “match perfeito” com candidatos também tem sido um grande desafio. O que se percebe no mercado atualmente é que, entre os times de RH, o problema é o mesmo: encontrar as pessoas certas tem sido tão difícil quanto “achar uma agulha no palheiro”.

Mas engana-se quem pensa que esse desafio se encontra apenas na etapa de Recrutamento e Seleção. O mundo vem mudando e, com isso, novas necessidades de habilidades estão constantemente surgindo para as empresas. Por isso, sem uma estratégia de desenvolvimento e treinamento atualizada, os colaboradores não conseguem suprir essas lacunas de competência e a consequência disso é um desenvolvimento ruim nos negócios.

Ou seja, a forma de aprendizagem tradicional não tem atingido as expectativas dos gestores e, com isso, sem uma mudança na forma de treinar e desenvolver times de colaboradores, a tendência é que o crescimento da sua empresa seja muito abaixo do esperado. É daí que surge a necessidade de pensar em formas de fechar esse “gap”de habilidades  – e as grandes empresas já estão colocando isso em prática. 

Segundo a 24ª Pesquisa Anual Global de CEOs, realizada pela PWC com a participação de líderes dos principais negócios ao redor do mundo, a questão da qualificação, pelo terceiro ano consecutivo, ganha destaque no mercado. De acordo com o estudo, cerca de 80% dos executivos pretendem dar prioridade ao investimento no desenvolvimento de líderes e talentos de suas empresas. 

O papel das empresas na qualificação 

A boa notícia é que o Eduployment  não é uma solução buscada apenas pelas empresas, tendo em vista que, cada vez mais, colaboradores e candidatos têm buscado por estratégias de qualificação que acompanhem as tendências dos mercados e as novas formas de aprendizagem – agora cabe às empresas, portanto, oferecer condições para essa capacitação. 

Afinal, o tempo não é o único obstáculo para o desenvolvimento profissional, a ausência de incentivo, direcionamento e reconhecimento durante o processo de aprendizagem também é um grande desafio para a qualificação de candidatos e colaboradores. É o que afirma também Arvind Krishna, CEO da IBM:

“O talento está em todo lugar; as oportunidades de treinamento não. Precisamos dar passos grandes e significativos para expandir o acesso às habilidades digitais e oportunidades de emprego para que mais pessoas, independentemente de sua origem, possam aproveitar a economia digital.”

Arvind Krishna, CEO da IBM.

O fato é que esse aproveitamento vem, principalmente, de uma qualificação direcionada pelas organizações. Por mais que esse interesse espontâneo do candidato seja fundamental para o sucesso desse processo, quando o aprendizado é direcionado pela empresa, por meio de uma trilha de aprendizagem que direciona os profissionais para a construção das habilidades buscadas, o resultado é uma qualificação ainda mais assertiva.

Por que o Eduployment é importante?

É comum que as pessoas acreditem que o aprendizado termina após a conquista de um diploma ou a finalização de um curso técnico, mas as mudanças que ocorreram nas últimas décadas mostram que o mundo não é mais assim.

Para que candidatos e colaboradores atinjam o seu máximo potencial para a construção das habilidades buscadas pelas empresas, eles precisam cada vez mais de novas ferramentas de aprendizagem e de tecnologias que promovam uma qualificação que realmente os destaquem no mercado de trabalho.

Por isso, é necessário que a educação tradicional passe a repensar formas de capacitar as novas gerações para as mudanças nas tendências empregatícias. Caso essa evolução não aconteça, o que já se observa nos dias atuais é uma tendência de crescimento cada vez maior de formas de aprendizagem “alternativas”. O crescimento na oferta de cursos online, podcasts educativos, webinars e plataformas de educação já refletem esse novo comportamento no mercado. 

O futuro do trabalho

Se você está a par do impacto das mudanças da tecnologia no mundo do trabalho você deve ter percebido – o futuro já começou. É por isso que empresas e gestores devem estar por dentro dos efeitos que essas transformações já causam na produtividade dos seus negócios e, a partir disso, pensar em novas estratégias na hora de treinar e desenvolver colaboradores. O mundo mudou e o que se percebe é que os programas tradicionais de educação e desenvolvimento, desde a última década, já não conseguem mais acompanhar essas mudanças no comportamento social.

É o que analisa o estudo realizado pela IFTF (Institute for the Future), “Projetando 2030: uma visão dividida do futuro”, encomendado pela Dell, que estima que cerca de 85% das ocupações presentes em 2030 ainda não foram criadas. Isso não quer dizer que as profissões existentes hoje em dia desaparecerão completamente, mas que, definitivamente, elas irão passar por transformações que vão se relacionar diretamente com a demanda de criação de novas necessidades, indústrias e competências no mercado, em uma velocidade que deve acompanhar a rapidez das evoluções tecnológicas.

Usando a tecnologia como aliada

Outro ponto que deve ser repensado é a forma como esse aprendizado acontece. Principalmente com a chegada da nova geração de colaboradores, os quais acompanharam de perto o surgimento dessas mudanças tecnológicas, o RH precisa pensar em ferramentas que possibilitem um aprendizado contínuo e eficaz, que se integrem à rotina de trabalho do colaborador e permita que essa qualificação ocorra de qualquer lugar – por meio de sites, blogs, aplicativos, plataformas de aprendizagem, sistema de qualificação interna, etc. 

Em 2021, a pandemia do Covid-19 só antecipou uma tendência inevitável para as empresas: o potencial da transformação digital no espaço de trabalho. Com o uso dessas novas tecnologias, os seus colaboradores conseguem economizar tempo com reuniões online, acessar os materiais em qualquer lugar, além de compartilhar conteúdos com o resto da equipe de maneira muito mais prática. Ou seja, o processo de treinar e desenvolver o seu time de colaboradores se torna muito mais fácil e dinâmico. 

Reskilling vs. Upskilling

Quando se trata de tendências na área de habilidades, outros dois termos entram em jogo: o Upskilling e o Reskilling. Ambos acompanham a necessidade de aprendizado contínuo (também conhecido como Lifelong Learning) devido a constante necessidade de atualização derivada das mudanças tecnológicas. Essa iniciativa pode vir tanto de uma demanda da empresa, quanto de uma vontade espontânea do próprio colaborador.

Upskilling:

Como a sua própria tradução já sugere, o Upskilling está ligado ao aprimoramento. Ou seja, um colaborador que já tem boa atuação em sua área, mas que decide melhorar as habilidades já existentes por meio da qualificação. 

Atualmente, o upskilling é uma necessidade de todos os setores e precisa estar relacionado a uma estratégia de lifelong learning. Em outras palavras, o Upskilling deve acontecer constantemente, por meio de um aprendizado que ocorra ao longo da vida toda.

Reskilling:

Já o Reskilling – que em tradução literal significa “requalificação” – está relacionado diretamente com a construção de outras habilidades a fim de se tornar capaz de realizar novas funções. Sendo assim, o Reskilling ocorre quando há a busca por uma mudança de carreira – a qual pode acontecer de forma interna ou externa à empresa.

Quais são os benefícios do Eduployment?

O Eduployment é uma solução que beneficia não só a produtividade das empresas, como também a evolução de carreira dos indivíduos. Quando o desenvolvimento de profissionais ocorre de forma assertiva, tanto gestores quanto colaboradores saem ganhando.

Descubra mais vantagens do Eduployment:

→ Para empresas

  • Qualificação dos seus colaboradores
  • Redução da taxa de turnover
  • Otimização dos custos com capacitação
  • Aumento da produtividade nos seus negócios
  • Engajamento da sua equipe
  • Construção de habilidades baseadas nas necessidades da sua empresa

→ Para indivíduos

  • Desenvolvimento de carreira com base nos seus objetivos
  • Valorização no mercado
  • Novas oportunidades de emprego
  • Aperfeiçoamento de Hard Skills e Soft Skills
  • Possibilidade de mudança de carreira (inclusive, dentro da sua empresa atual)

5 passos para aplicar o Eduployment na sua empresa

Por fim, alguns passos são essenciais para a aplicação de uma estratégia de eduployment que possa impulsionar o desenvolvimento dos seus negócios e, claro, que faça sentido para os objetivos da sua empresa. Confira quais são esses passos a seguir!

1.Entenda o perfil do seu colaborador

Cada pessoa aprende de uma forma diferente. Qualificar, treinar e desenvolver profissionalmente é uma experiência diferente para cada indivíduo. Entenda qual é o perfil do seu colaborador, os potenciais profissionais e objetivos, além de como, onde e quando eles estão praticando esse aprendizado. Tornar essa prática o mais personalizada possível é fundamental para que o eduployment seja implementado na sua empresa.

2.Troque aprendizagem por qualificação

A aprendizagem se limita apenas à retenção de informações e conhecimentos, sem ter, necessariamente, uma aplicação prática na resolução de problemas. Já a qualificação, muito mais eficaz para o desenvolvimento da sua organização, alinha o aprendizado às lacunas de competências dos colaboradores, a fim de oferecer capacitação para que esses profissionais consigam desenvolver funções importantes e alcançar os seus objetivos de carreira. 

3.Crie uma trajetória de aprendizagem para os seus candidatos

Atualmente, um dos maiores desafios dos times de RH é encontrar profissionais qualificados que se encaixem no perfil de habilidades buscado pelas empresas. Uma solução para esse problema é a criação de trilhas de aprendizagem, dentro de plataformas ou aplicativos, que mostre para o candidato exatamente qual é o caminho da construção de habilidades que ele deve seguir

Essa estratégia vale também para candidatos que não foram aprovados, mas que, por meio desse direcionamento, podem atingir a capacitação necessária para processos seletivos futuros na empresa.

4.Promova a integração da equipe

O aprendizado não é uma experiência que precisa ser, necessariamente, individual. Pelo contrário, o treinamento e desenvolvimento dos seus colaboradores pode (e deve) acontecer de forma integrada com toda a equipe, por meio de troca de insights, engajamento e compartilhamento dos conhecimentos adquiridos entre os membros do time.

5. Direcione o aprendizado dos seus colaboradores

Apontar uma boa estratégia é fundamental para uma aprendizagem assertiva. Aposte em uma liderança mais humanizada, ajude os seus colaboradores a desenvolverem as habilidades necessárias e, principalmente, invista em tecnologia e ferramentas que permitam que os seus colaboradores se tornem verdadeiros lifelong learners.

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